Edição de dezembro de 2004Uma arquitetura transformável e sustentável. Essa idéia fundamenta o projeto vencedor, subverte a noção convencional da casa e investiga possibilidades de criar um ninho para os estressados moradores das metrópoles.
“Eles merecem conforto e qualidade de vida. Isso precisa ser obtido no menor espaço possível, já que a terra na cidade é supervalorizada”, justificam os mineiros.
Concebem a casa-jardim, cujo desenho em quatro versões prima pela flexibilidade. As 55 unidades são compostas de painéis e brises móveis, que permitem vários layouts de ambientes. “A arquitetura dobra-se às vontades do morador.” Vão adiante na integração da casa à rua: o conjunto é formado por valas de 6 m de largura e altura variável, onde as moradas se encaixam no subsolo. Elas sobem e descem, pois se apóiam em elevadores hidráulicos, utilizados em empilhadeiras.
O futuro é sustentável. Por isso, este projeto investe em um complexo de tratamento de esgoto, coleta de água da chuva e até produção de energia. O grande talude, obtido com a terra retirada das valas, que acolhem as casas, e a lagoa de purificação botânica são as peças-chave. Painéis fotovoltaicos instalados no talude captam a energia, que serve aos moradores e alimenta seus próprios equipamentos. Essa cortina de painéis recolhe a água da chuva. Ela é canalizada por uma calha e direcionada ao sistema de reúso da água.
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