Consórcio

As perguntas mais freqüentes

Antes de entrar num consórcio de imóvel, conheça mais e tire suas dúvidas sobre essa modalidade de autofinanciamento.

Perguntas frequentes sobre autofinanciamentoO mercado de consórcio de imóveis vem se consolidando nos últimos anos como uma opção interessante para alguns públicos específicos. "Quem procura essa alternativa de financiamento está planejando a aquisição de um imóvel para médio ou longo prazo ou então já é proprietário e quer fugir das altas taxas de juros praticadas pelo mercado", explica Rodolfo Montosa, presidente nacional da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).  É uma forma de autofinanciamento que tem chamado a atenção. Para se ter uma idéia, em agosto de 2006, o setor de imóveis da Abac apresentou um total de 367,7 mil participantes ativos - 29,6 % mais que os 283,8 mil apontados no anterior.


Como funciona o sistema?

Pode-se usar o FGTS para dar o lance?

O que é mais vantajoso, consórcio ou financiamento?

Que garantias o contemplado deve oferecer?

Como comprovar a seriedade de uma administradora?

Como agir no caso de uma administradora falir?

Como é feita a correção das prestações?
 
O que fazer se o consorciado tiver dificuldade para pagar?

 

 

 

Como funciona o sistema?
O princípio do consórcio imobiliário é o mesmo de outros do gênero. Ou seja, um grupo fechado de pessoas se une com a finalidade de formar uma poupança destinada à compra - no caso, de imóveis - por meio de autofinanciamento. Todos participam com uma contribuição, calculada de acordo com o valor contratado do prêmio. As parcelas pagas ao grupo destinam-se, periodicamente, a contemplar seus integrantes, com crédito que será utilizado na compra do bem indicado em contrato, até que todos recebam o montante contratado. A reunião dessas pessoas é gerenciada pela administradora de consórcios.
Quem for premiado terá um tempo determinado em contrato para a escolha da compra de um imóvel residencial, para a reforma do imóvel residencial que já possuir ou para a construção em terreno de sua propriedade. Essa opção precisa ser comunicada formalmente à administradora.


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O que é mais vantajoso, consórcio ou financiamento?
Isso depende do seu perfil. Quem está com pressa costuma preferir o financiamento e aqueles que podem esperar optam pelo consórcio, que não tem os mesmos reajustes que os emprétimos. De uma forma geral, no consórcio não há empréstimo de dinheiro. Todos os meses, o grupo paga o valor do prêmio (ou contratado) para um ou mais consorciados. Ou seja, o participante não precisa comprovar renda nem tem juros incidindo sobre a prestação. Já no financiamento, o banco empresta o dinheiro e, em cada prestação, estão embutidos os juros equivalentes ao valor cedido. Em compensação, dependendo da opção escolhida, as prestações podem diminuir com o passar do tempo e não sobram resíduos no fim do plano.

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Que garantias o contemplado deve oferecer?
O imóvel que fica hipotecado ou alienado fiduciariamente ao grupo consorciado, a critério da administradora. No caso da hipoteca, o imóvel já fica no nome do comprador, que não poderá vendê-lo até quitar a dívida. Na alienação fiduciária, o imóvel fica em nome da administradora, que passará para o nome do comprador quando a dívida for paga totalmente.

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Como comprovar a seriedade de uma administradora?
O Banco Central é a entidade que fiscaliza o setor. Para obter informações sobre uma administradora de consórcio, entre no site da instituição www.bcb.gov.br, que mostra a quantidade de grupos de cada uma, os créditos já entregues e os créditos por entregar. Além disso, a Abac e o Sindicato Nacional de Administradores de Consórcios (Sinac) oferecem, na internet www.abac.org.br , a relação completa de todas as suas associadas no país inteiro, o que serve como referência em um eventual problema.

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Como agir no caso de uma administradora falir?
Nessa situação, seus grupos serão transferidos para outras empresas. Certamente, o risco de falência ou má administração existe. Por outro lado, as próprias administradoras têm interesse em assumir os grupos das concorrentes falidas, já que a credibilidade do consórcio depende da segurança dos consorciados.

Como é feita a correção das prestações?
Elas são corrigidas anualmente, de acordo com o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), da Fundação Getúlio Vargas, ou são reajustadas pelo CUB (Custo Básico da Construção Civil), índice medido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) - isso varia conforme a administradora.

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O que fazer se o consorciado tiver dificuldade para pagar?
Quem não conseguir efetuar os pagamentos das prestações do consórcio precisa rever seu plano e requisitar um crédito menor, para diminuir o valor da prestação, se ainda não tiver sido contemplado. Também é possível solicitar a exclusão e aguardar que o dinheiro seja restituído, com dedução de multas, quando todas as outras pessoas já tiverem sido sorteadas. A saída, para os já contemplados, é tentar repassar a cota para outra pessoa ou, em último caso, entregar o imóvel, que estará hipotecado, à administradora. Todas essas hipóteses devem constar do contrato.

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É verdade que os lances têm de ser altos?
Sim. Para conseguirem ser contemplados, os consorciados oferecem, em média, 40% do valor total do imóvel, dinheiro que será abatido das últimas prestações. Para quem está com pressa, o ideal é entrar num grupo no momento em que tiver condições de bancar um lance alto.

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Pode-se usar o FGTS para dar o lance?
Sim, desde que o consorciado se enquadre nas regras estabelecidas pela Caixa Econômica Federal para a utilização do FGTS (veja texto sobre o assunto). O dinheiro do FGTS pode ser usado também para quitar a dívida do imóvel.

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Fontes: Louis Frankenberg, professor de economia e especialista em finanças pessoais e Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
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